A gente costuma ter muita dificuldade para aceitar que algumas coisas simplesmente chegam ao fim. Um projeto, uma relação, uma fase, um trabalho, uma ideia que durante muito tempo fez sentido.
E, muitas vezes, continuamos insistindo.
Não porque ainda faça sentido, mas porque temos dificuldade de admitir que acabou.
Talvez porque, de alguma forma, aprendemos a enxergar o fim como fracasso. Como se deixar algo para trás significasse que não deu certo.
Mas será que precisa ser assim?
A vida é feita de ciclos. Alguns duram muito, outros pouco. Alguns são leves, outros difíceis. Alguns deixam boas lembranças, outros deixam aprendizados que só conseguimos entender muito tempo depois.
E talvez o mais difícil seja perceber quando um ciclo já cumpriu o seu papel.
Deixar ir não diminui a importância do que vivemos. Não apaga as pessoas, as experiências ou tudo aquilo que aprendemos naquele caminho.
Só significa reconhecer que algumas coisas pertencem a uma determinada fase da nossa vida.
E que insistir em carregar o que já terminou pode ocupar um espaço que poderia ser preenchido pelo novo.
Leveza é agradecer pelo que foi, aceitar o que não é mais e ter coragem para seguir, aceitando que nem todo fim é uma perda. Às vezes, é só a vida dizendo que está na hora de começar outro ciclo.
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