Polímeros e nanomateriais impulsionam novas pesquisas em setores estratégicos

Os avanços no uso de polímeros associados à nanotecnologia têm permitido o desenvolvimento de dispositivos miniaturizados capazes de reproduzir com alta precisão condições complexas encontradas em escala industrial e científica. Essa linha de pesquisa, iniciada no Instituto de Química da Unicamp, hoje dá origem a soluções aplicadas em áreas como petróleo, saúde e agronegócio.

Durante os trabalhos acadêmicos, os polímeros mostraram-se altamente versáteis — podem ser projetados em laboratório com diferentes propriedades físico-químicas, como resistência mecânica, flexibilidade, seletividade química e porosidade. Essa característica os torna ideais para a criação de modelos em escala reduzida, capazes de simular processos reais e facilitar pesquisas de alta complexidade.

A partir dessas investigações, surgiu a Polaris, startup vinculada ao Parque Científico e Tecnológico da Unicamp. A empresa desenvolve polímeros miméticos e dispositivos microfluídicos, que permitem manipular líquidos em canais microscópicos e realizar simulações avançadas. Um exemplo de aplicação é no setor de petróleo: utilizando escaneamento e modelagem 3D com inteligência artificial, a equipe reproduz em polímeros a estrutura e a composição físico-química de rochas carbonáticas. Isso possibilita análises em escala reduzida de processos de extração de petróleo, reduzindo custos e aumentando a precisão dos estudos.

Na área da saúde, outro projeto de pesquisa resultou na criação de um polímero capaz de absorver e transportar metabólitos da urina em amostras secas, dispensando a necessidade de coleta imediata em laboratório. O método está em fase de validação pela Anvisa e promete simplificar exames e permitir monitoramento contínuo de pacientes.

Já no agronegócio, os estudos se concentram em nanopartículas encapsuladas em alginato, que liberam nutrientes, fertilizantes e defensivos de forma controlada. Essa tecnologia aumenta a eficiência da absorção pelas plantas, reduz perdas e contribui para práticas agrícolas mais sustentáveis.

Essas pesquisas, que nasceram na Unicamp e foram amadurecidas com o apoio da Agência de Inovação Inova Unicamp, mostram o potencial dos polímeros e nanomateriais como ferramentas estratégicas para transformar conhecimento científico em aplicações de impacto econômico e social.

Fonte: Comunicação Inova Unicamp