O sucesso é uma grande preocupação do ser humano. Difícil ser diferente, pois somos estimulados todos os dias a atingi-lo, com uma carreira bem-sucedida, uma família estruturada e feliz, uma aparência harmoniosa e a saúde mental em dia. Por sabermos que temos uma enorme responsabilidade para que isso aconteça, é normal que tenhamos medo do fracasso.
Temos a ilusão de que o controle total e o sucesso perpétuo existem. E o medo excessivo de falhar paralisa ações e cria expectativas irreais de perfeição.
Há um estigma de que um erro na vida pode ser irreparável, mas muitas vezes é ele que nos reconduz à rota, nos estimula a reavaliar situações e simplesmente faz parte da vida.
Se você é uma pessoa que tem esse medo, pense se você não está vendo a vida de uma forma muito cruel. Afinal das contas, nenhum ser humano nasceu com a fórmula do sucesso pronta como uma receita. Por essa razão, todas as pessoas estão destinadas a viverem errando e acertando sempre. Assim sendo, se todo mundo passa por esse processo, por que não ver os seus erros de uma forma menos inflexível?
O erro pode às vezes ensinar mais do que os acertos. Veja bem, não estamos dizendo que é melhor errar do que acertar. Não é isso! Os erros não deixam de ser indesejáveis e podem ter consequências sérias. Mas há a escolha de sair com ganho de aprendizado e mais experiência, o que ajuda a fazer diferente no futuro.
Para o filósofo romeno Costica Bradatan, autor de vários livros, entre eles o “Elogio do Fracasso”, o fracasso deixa a vida com cores mais nítidas. Ele nos torna humildes e conscientes de nossas limitações. Aprendemos que estamos sempre a um fio de deixar de ser o que somos. E isso pode ser um modo de medir um pouco melhor nossas atitudes em relação à nossa vida, mas também no modo como tratamos as outras pessoas.
